quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Report Campeão - 8º CLM Modern




Galera, sou João Lelis e para quem não sabe, fui o campeão na porção Modern do Circuito Ligamagic, realizado no começo deste mês em São Paulo. Vou fazer um report falando primeiramente sobre o deck, fazendo um card by card simples e depois falarei brevemente sobre cada partida do circuito.




Vamos ao deck:

Bant do Amor - Modern

Main Deck (60 Cartas)
1 - Ilha
_____
23 Terrenos

_____
28 Criaturas

__
9 Outras mágicas

Sideboard (15 Cartas)

3 - Neblina
2 - Negar

Primeiramente vamos à base do deck, as cartas principais:

Mana dorks são mana dorks, não existe muito o que falar sobre eles. Geram todas as cores necessárias para o deck, bloqueiam, o Hierarca fornece um bem vindo poder extra nas batalhas e podem ser utilizados para partir para cima dos pontos de vida do oponente em jogos de Gavony. São cartas extremamente importantes para se ter na mão inicial e, além de acelerar seu jogo, também ajudam demais contra Blood Moon. São também ótimos para salvar suas criaturas de qualidade de Lilianas do Véu. Lembre-se sempre, uma mão de combo no 3 só existe se um desses estiver nela.


Principal criatura do deck, e parte do combo. Ter um cavaleiro em campo desenjoado é vantagem demais. Ele limpa seu deck, traz terrenos importantes para partidas específicas (Gavony e Quarteirão Fantasma) e ainda se protege (Estepe de Sejiri), tudo isso enquanto fica maior. Sério, algo muito errado aconteceu durante a criação dessa carta, trazer qualquer terreno do deck é forte demais para tão pouco custo. Não estranhe vê-lo 6/6 para cima no decorrer de uma partida, isso quando ele não bater 23/23 no terceiro turno, após tirar todos os pretensos bloqueadores da frente. A carta que faz com que o deck seja viável, simples assim.







O lançamento dessa criatura fez o deck melhorar demais. Antes eu usava Mana Leak no main deck e devo dizer que não era algo que me deixava feliz, de verdade. Mas não é apenas isso, com essa criatura vc pode transformar seus CoCo em counters, pode ganhar um turno em cima do seu oponente, fazer um bloqueador com flash e atacar por cima, fugindo dos bloqueadores e combar sem se preocupar com respostas instantâneas do seu oponente. Para ser melhor, só tendo resistência 4 para driblar os Raios.









Outra carta muito errada que deve ter passado pelo R&D por engano. É força demais, por um custo baixo demais, em uma velocidade impressionante. Ok, existe a possibilidade de se não achar nada, mas é tão pequena, e tem a capacidade de ser tão roubada que não consigo imaginar o porquê de alguém usar menos do que 4 num deck com tantas criaturas. Se eu pudesse, eu usava seis. A possibilidade de trazer dois Cavaleiros no passe, um Tracker, um Spellskite salvando algo ou mesmo o Supressor, anulando o que quer que você tenha respondido é forte demais, de verdade.


Agora vamos falar sobre as cartas que tem funções mais específicas no deck e por isso não atendem os requisitos para usar o full set.



Essa carta gera vantagem demais. Demais. Leia ele como 2g, 3/2, pague 2, compre uma carta e coloque um marcador +1/+1, porque é isso que ele é na grande maioria das partidas. A quantidade absurda de card advantage que ele gera, combinado com um corpo gigante quando vc consegue mantê-lo por mais de um turno na mesa fazem dele o que existe de melhor como finisher quando o plano de combo não funcionar. Ele também te gera a oportunidade de combar mesmo que o oponente tenha baixado um Rest in Peace, pois é só adicionar ele à conta para gerar mais de uma dezena de pistas e sacrificar ao menos metade no mesmo turno para atacar. Lembrando que cada ficha também te dá uma carta extra que provavelmente não será terreno! Gosto de brincar que é a melhor criatura do magic, mas quando o vejo em ação fico em dúvida se é mesmo uma brincadeira.


A responsável por eu ter vencido, simples assim. Venho jogando de Bant já tem um tempo. Antes a ideia era usar o próprio Cavaleiro (antes de CoCo e Coralhelm) e Geist de Santo Traft para vencer, equipados com espadas e protegidos por Leaks e Vapor Snags. Após o lançamento de Retirada para Coralhelm eu passei a adotar o combo e então o deck possuía zero interação com a mesa dos meus oponentes e mais dois mana dorks (Peregrino de Avacyn), além do full set de Rastreador e Centaura. Com tantos drops 3 eu precisava de mais dorks, e uma mão sem nenhum deles era mulligan quase certo, por isso os nonos e décimos dorks. Após um tempo, percebi que a Centaura não era tão boa assim e um Rastreador de turno 2 acabava por ter um alvo grande demais na testa. Foi quando eu diminui a contagem de dorks para os 8 atuais e deixei a lista com a quantidade de drops 3 existente agora. Foi na mesma época que o Supressor foi lançado, me fazendo, no final das contas, aumentar ainda mais a contagem de drops 3 do deck. 
Com isso veio a pressão por algo de valor no turno 2, no caso de não poder contar com os dorks. Usei Voice por um tempo, mas é uma carta que nunca me agradou. Era boa nos matchs de atrito que o deck já era bom o suficiente, e não ajudava em nada contra os decks lineares do formato. Foi quando, eu, enquanto olhava umas cartas promos que possuo, vi as 3 Thalias. Elas entraram no deck e entraram bem demais. Ela é boa em qualquer match que eu possa imaginar. Atrapalham um pouco a velocidade dos CoCo, mas geram valor o suficiente para serem mantidas. Quando você faz Thalia no turno 2, o que acontece é que todos os planos do seu oponente são forçados a mudar. Ele não vai mais conseguir jogar da maneira que planejou ao keepar a mão inicial, e isso é demais. Se ele keepou uma mão de tron no turno 3, essa mão não vai mais gerar um Karn tão cedo quanto devia. Se o plano era te matar de infect na volta, mais um turno será necessário. Se você pretendia jogar duas mágicas de dano no turno seguinte, eu acabei de impossibilitar (ou pelo menos dificultar) bastante isso. Sério, Thalia melhorou o deck demais, o poder dessa carta é absurdo demais no atual ambiente. E sempre lembre-se, a Thalia nasce com um alvo na testa, então é quase como usar Spellskites extra no deck, te permitindo combar mais tranquilamente.


A carta que comba. Mas não só isso, ela tem habilidades extra que podem fazer uma grande diferença estando em jogo, mesmo sem o cavaleiro para fazer companhia. Virar as criaturas do oponente para um ataque mais tranquilo. Usar fetchs para parar um atacante. Salvar uma criatura (novamente com fetch) de ser removida pela Nahiri, ou mesmo mandar para o fundo aquela carta que não vai ajudar no plano atual, as interações com esse encantamento são das mais variadas. Até mesmo é possível gerar mana extra com seus dorks, para sacrificar mais pistas… É uma carta bastante versátil.







Bom, sua função é óbvia no baralho, então não preciso me estender. Vale lembrar da sinergia que o mesmo possui, ao ser utilizado em suas próprias criaturas, para gerar uma ativação extra do Coralhelm ou uma pista extra para o Rastreador.





Foi a última adição ao deck, vindo diretamente do side para o main, após eu perceber que subia o gato em quase todas as partidas. A habilidade de exaltado é sempre muito bem vinda, e algo tão versátil é sempre interessante quando se usa CoCo.






Uma carta coringa que serve tanto para proteger seu combo quanto para suprimir alguns decks. A possibilidade de vir via um CoCo, quase funcionando como os quintos e sextos Supressores também é algo digno de nota. Experimente baixar no turno dois contra um infect no game 1 e aguarde a vitória.



Serve basicamente para me permitir combar estando com pouca vida. Adicione ela à mistura e veja seus pontos de vida subirem ao invés de cair enquanto vc comba (são necessárias várias fetchs para combar, o que gera um défcit de vida considerável, caso seu oponente esteja ainda com muita vida). Acredito que seja a carta mais discutível da lista, mas experimente baixar contra Naya Burn…





 




Agora que conhecem o deck, vamos então ao Report!....







Rodada 1: Bruno (GW Tron)

Não gosto muito de enfrentar Tron, é um match bem pareado, no qual eu dependo muito do Cavaleiro para conseguir trazer o Quarteirão Fantasma.

Jogo 1: ele fechou o Tron no 3, mas não pode fazer o Karn por conta de uma Thalia. Consegui fazer o Quarteirão da mão e nenhuma das mesas progredia muito. Ele fez um Wurmcoil que protegeu seus pontos de vida por um tempo, até eu conseguir resolvê-lo com um Qasali. Após isso comprei CoCo, que após resolver no passe não me trouxe nenhuma criatura (nunca antes isso havia acontecido, sério). No turno seguinte ele achou a peça que faltava para fazer um Ugin que selou a partida.

Jogo 2: Comecei e combei no 3, impedindo-o de fechar o Tron no 3 novamente.

Jogo 3: Ele fechou o combo no 3, mas de novo a Thalia estava lá para me proteger, seguida de um Cavaleiro que impediu o Tron de se manter funcionando. A partida se estendeu por um tempo, até eu conseguir matar batendo com as criaturas, tendo Coco de Back up.

Rodada 2: Pretiano (Naya Burn)

Pegar um amigo na segunda rodada de um campeonato desse tamanho foi uma infelicidade e tanto. O Pretiano tinha conseguido a vaga do Modern aqui na Liga Arena, passando primeiramente por mim, após um 3x2 super legal, então nem preciso dizer que eu não me sentia muito confiante nesse match. O fato de ele ter levado o Modern da semana anterior, de novo contra mim, não me deixava mais tranquilo.

Jogo 1: Ele começou, mas veio lento, e sabe como é, Thalia pune jogo lento… Ganhei estando com apenas 2 de vida.


Jogo 2: Deixei ele com pouca vida, 4, mas não foi o suficiente. Aqui vale uma nota, eu sempre tiro o combo do deck quando jogo esse match, para não perder automaticamente para Palma Defletora. O jogo foi vencido por um Eidolon que deu mais de 18 de dano (contando ambos jogadores).

Jogo 3: Mais um jogo apertadíssimo, onde eu venci com 4 de vida. As Centauras fizeram toda a diferença nessa partida.

Rodada 3: Carlos (Naya Burn)


Terceira rodada e segundo Naya Burn, eu não estava muito contente com a ideia.

Jogo 1: Ele começou e foi burn atrás de burn. Fiz uma Thalia no 2 e uma Centaura no 3 que me mantiveram no jogo. No 4 fiz um Cavaleiro. No turno 6 dele (após deixar suspenso um Raio da Fenda) ele acreditou estar com o jogo ganho. Eu tinha 7 de vida, o Cavaleiro desenjoado e a Centaura. Ele pagou 1 para usar o Raio da Fenda e, antes mesmo da própria etapa de compra, pagou 3 para usar o Boros Charm. Em resposta eu ativei o cavaleiro para buscar um terreno, ganhando assim 1 de vida com a Centaura, me deixando vivo. Venci na volta um jogo que poderia ter sido mais tenso.

Jogo 2: Eu comecei a partida com as duas Leylines em jogo, mas ele baixou um Eidolon cedo que nos puniu a ambos. Nessa partida algo extremamente inusitado aconteceu. Ele tinha o Eidolon na mesa,  e 4 de vida, enquanto que eu tinha apenas 2 de vida e duas Aves do Paraíso. ele declarou final do turno e eu usei CoCo, trazendo dois Supressores. Comprei e ataquei para a vitória, mas ele tinha Palma Defletora, que não dá alvo nem na criatura nem no jogador. Utilizando-a ele foi a dois de vida, preveniu o dano de um dos Supressores e me causou dois de dano, fazendo com que as duas vidas zerassem ao mesmo tempo. Juízes chamados, descobrimos que a partida se encerra sem um vencedor e um terceiro jogo começa. Caso seja necessário, um quarto também acontece.


Jogo 3: Mulliguei a 5 e perdi. Ele tomou dano dos terrenos apenas.


Jogo 4: Começo rápido mas com muitas fetchs. Um Finks de turno 3 é “anulado” por um Skullcrack e o jogo se estende por alguns turnos, até chegar ao ponto em que ambos estão com 4 de vida e ele não tem cartas na mão. Passo o turno, ele compra e revela o Boros Charm, selando minha derrota numa das partidas mais emocionantes que já joguei. Pq 4 jogos não acontecem sempre!




Rodada 4: Carlos (Ponza)
 
Não gosto de enfrentar Ponza. Meus cavaleiros parecem nunca vir nesse match e Blood Moon é uma das cartas mais odientas já lançadas. O plano é bem simples, baixar um cavaleiro 4/4 ou maior e vencer, mas não acontece com a frequência que eu gostaria.

Jogo 1: Ele começa de mana Elfo e eu faço Fetch para Floresta e dork. ele faz Blood Moon mas eu volto de Qasali. Então ele começa a destruir meus terrenos, fazendo com que eu nunca consiga uma quarta fonte de mana para fazer CoCo, até finalmente resolver um Cavaleiro que bate 10 num turno e para a vitória no turno seguinte.
 
Jogo 2: Ele começa de mana Elfo, mana encantamento e Limo-Ácido no turno 2. Não deu para conseguir uma terceira fonte mana durante os próximos turnos (sempre que eu baixava outro land ele o destruia).

Jogo 3: Eu começo de Mana vai, morrendo de medo (Thalia na mão). Ele faz mana vai e já era. Thalia no dois para a alegria da galera e ele não volta nunca. A única mágica q ele resolveu nesse jogo foi uma Thragueopresa.




Rodada 5: Fabrício (BR LD)

Deck criado pelo próprio player, e muito interessante. O Fabrício também era muito gente boa, uma pena não ter passado.

Jogo 1: Ele começou de Pântano Inquisition, tirando o único dork de uma mão de turno 3 combo. Eu comprei outro dork, baixei e achei tudo muito injusto. Ele fez montanha, Confidente e eu, mana Cavaleiro. Ele revelou um Ginete e passou sem fazer a terceira land e eu ganhei na volta.

Jogo 2: Ele destruiu 5 terrenos com Mago, Ginete e Chuva de Pedras, mas eu não perdi nenhum land drop. Eventualmente ele começou a comprar seus próprios terrenos e a vantagem de CoCo me venceu a partida.

Rodada 6: Otávio (Infect)

Infect é um match bom para meu baralho quando estou no play, mas ainda assim não me sinto confortável em enfrentar um deck que pode simplesmente me vencer no turno 2 (e acredito que ninguém se sente).

Jogo 1: Eu comecei de dork vai, ele fez Fetch UG, estourou tomando 3, Shock UG, vai. Fiquei bastante intrigado, sem imaginar que poderia ser um Infect. Fiz Cavaleiro e ele tentou anular com Spell Pierce. Mal entendido resolvido, continuamos a partida, com ele fazendo Agente no dois. Eu tinha dois Supressores na mão, então passei sem atacar, para deixar o Cavaleiro mais mortal na volta. Ele tentou me vencer naquele turno, mas um Supressor o impediu. Voltei batendo, deixando ele a um ataque da morte, no entanto perderia para um Become Immense que, por sorte, ele não comprou. Fiquei com 9 marcadores de infect.

Jogo 2: Foi um jogo mais tranquilo, venci batendo com Thalia e companhia, com 8 marcadores de infect e um Fog na mão.


Rodada 7: Furlan (Melira Company)

Nunca tinha jogado contra, mas acredito que o deck leve vantagem por possuir os Supressores e um combo de menos cartas.

Jogo 1: Ele fez mana vai, eu fiz mana dork. Ele fez Anafenza e eu, Cavaleiro. Ele fez Rastreador e eu venci com Coralhelm. Ele me fez combar, acredito que não conhecesse o deck, ou talvez quisesse ter certeza de que eu poderia dar 20 de dano no 3.

Jogo 2: Ele começa de mana dork e eu tb. Ele faz outro dork e Qasali, que me impediria de tentar vencer. Faço Thalia e passo, ele faz mana vai. Compro e tenho a opção de fazer Cavaleiro, mas seguro e passo o turno, mesmo tendo o combo na mão. Ele tenta um CoCo que toma Supressor, faz um terreno e alguma criatura que não me recordo e passa. Faço o cavaleiro e passo. Ele faz um land virado e passa, claramente com algum plano maléfico em mente. Nesse ponto eu tinha 3 terrenos em campo e uma fetch na mão, mas teria de pagar 4 para baixar o encantamento, por conta da Thalia. penso um pouco, deixo uma mana na pool com uma floresta, a sacrifico para buscar outra, completo as 4 manas e faço o Coralhelm. após, faço a fetch, desvirando o cavaleiro. Ele responde destruindo o encantamento com o Qasali, mas eu respondo sacrificando a fetch e combando em resposta. No entanto não posso me livrar do bicho que ele traz para bloqueio com Acorde do Chamado (Uma Aves do Paraíso, uma vez que a Thalia o impediu de trazer algo de custo 2). No fim acabo vencendo, atacando com o cavaleiro gigante e ele tendo que empurrar blockers na frente sem poder avançar o próprio jogo.

Estava no Top e apenas empatei a última rodada, ficando em sexto na classificação geral!

A partida das Quartas de final estiveram no coverage, enquanto que as da semi final e final estão em streaming, então quem quiser acompanhá-las com mais detalhes, é só vê-los.

Nesse ponto, caso o Baby, responsável pela edição do texto, tenha feito corretamente seu papel, deve ter um link para ambos. ^^


 Vocês podem dar olha olhada nos Coverage. (onde vão encontrar os jogos das Quartas de Final.


02:33:30 - Narradores comentando do Deck do João.
02:34:30 - Narradores comentando de ter "O Jogador de Affinity" pois investiu a vida toda no deck todo Foil! rsrs.
02:38:10 - Começa a Semi-Final. (Bant x Enjoar).
03:27:00 - Começa a Final (Bant x Tron).
03:52:33 - "To combando, ok?" 


Os jogos foram contra dois good matchs, Sun and Moon e Ad Nauseam, e um match complicado, RG Tron.

E aqui fica meu agradecimento à equipe que torceu infinito, ao Ricardo e Amanda, pela Liga Arena a melhor loja do Brasil e à todos que participaram do torneio, que foi extremamente gostoso de jogar, com todas as partidas regadas a fair play.









Até o próximo mês!

Nenhum comentário:

Postar um comentário