segunda-feira, 25 de julho de 2011

Phage A Intocável







Traduzido por: Luiz Lisboa (Lord_of_elves)











Phage começou sua vida como uma mulher totalmente diferente: Jeska, Guerreira Adepta uma bárbara que vivia nas montanhas, Irmã de Kamahl. Jeska foi cortada em todo o estômago pela espada Mirari de Kamahl em sua sede de sangue para conseguir o Mirari. Como ela estava morrendo por causa da ferida aberta incurável, Braids, Assecla da Cabala, veio a ela lhe oferecer uma nova vida, porém uma vida amaldiçoada.

Jeska foi levada para o Patriarca da Cabala, conhecido pelo seu toque mortífero e sua quase Onipotência, Ele a abraçou com a intenção de matar, mas o Deus da Cabala Kuberr interviu acontecendo o renascimento de Jeska agora nomeada de Phage. O ódio derramado pelo Patriarca a fortaleceu ao invéz de mata-la.

Phage rapidamente se tornou a favorita nas lutas da Liça da Cabala. Ela tinha somente uma arma: Sua pele, seu toque apodrecia tudo o que é ou já foi vivo. O único pano que ela podia tocar era seda, um material que ela mesma fez questão de adornar, para enfeitar sua arma letal, sua própria carne.

Ela agora estava dedicada somente para a Cabala, deixando sua velha identidade para traz. Fria, impiedosa e mortal ela era o avatar supremo gerado pelas energias negras. A ferida em sua barriga tinha sido selada em uma cicatriz irregular por feitiços negros. A única pessoa em que ela poderia tocar, a única coisa viva em que poderia abraçar sem que a vida apodrecesse era o Patriarca, suas auras da morte cancelavam uma a outra.

Logo após seu renascimento negro, Phage enfrentou novamente seu irmão, mas desta vez em um combate da liça. Kamahl estava convencido que Jeska ainda vivia embaixo dessa casca maligna nomeada Phage. Mas ela o derrotou, e recusando definitivamente seu convite de retornar para a luz. Depois da volta de Kamahl para as Florestas Krosanas, foi dada a Phage uma nova tarefa, construir um coliseu espetacular para atrair mais espectadores para as liças. A fim de aumentar a riqueza e o status da Cabala. Ela supervisionou pessoalmente toda a construção E participou das primeiras partidas realizadas. As multidões a amavam, e o Patriarca também começou a amá-la também de outras maneiras.

Enquanto aconteciam as lutas, Kamahl marchava um exército de criaturas da floresta para “salvar” sua irmã das garras da Cabala. Braids já sabia que isso estava acontecendo e até vendeu ingressos da luta mortífera dos irmãos no coliseu, o Lendário Kamahl contra a Infame Phage. Kamahl aceitou seguir enfrente com o acordo feito com a Cabala de que se ele vencesse levaria sua irmã Phage para ser curada, e deixou seu exército de druidas de prontidão ao redor do coliseu em caso de uma possível traição da Cabala.

Phage estava vislumbrada em ter a chance de matar seu irmão enxerido, dentro do coliseu, com o Patriarca e toda uma multidão assistindo.

Kamahl exercia o poder da Floresta atravéz da canalização da mana verde provinda de seu bastão, enquanto Phage exercia o poder sombrio dos Pântanos através de seu toque sombrio. A partida estava equilibrada, mas virou a favor de Phage quando Kamahl perdeu seu bastão, a fonte de seu poder. Justo quando ela estava preste a deferir seu golpe fatal, ela foi atingida por.....um Anjo!

Phage a reconheceu, de uma de suas primeiras lutas na liça, Phage tinha batalhado contra Ixidor e seu amor Nívea. Durante a luta ela acabou matado Nívea, depois disto Ixidor desistiu de lutar e foi banido para o deserto. Foi lá que ele descobriu seu poder de tornar ilusões reais, e criou este anjo, uma imagem real de Nívea, para vingar a morte de sua amada.

Kamahl conseguiu recuperar seu cajado e curar-se, enquanto Phage e Akroma duelavam, mas Kamahl não queria que esta recém chegada assassinasse sua irmã. Então ele se juntou a Phage na luta contra Akroma, e juntos a derrotaram para o delírio da multidão. Akroma gravemente ferida conseguiu retornar para seu mestre.

Kamahl e Phage sabiam que deveriam acabar com Akroma antes de lidar um com o outro. Assim Kamahl e o Patriarca formaram uma aliança entre Krosa e a Cabala, uma aliança que não existia desde o tempo das antigas guerras phyrexianas. Então juntos criaram um grande artefato, um machado nomeado de Ceifador de Almas, feito para matar Akroma.

Phage então marchou em direção as terras de Ixidor, com seu exército de escravos e mortos-vivos, ao lado de Kamahl e sua legião provinda das florestas. A batalha começou a favor de Kamahl e Phage, o poder combinado dos dois exércitos oprimiram os homens caranguejos, monstros pastosos, águas vivas voadoras e as distorções temporais de Ixidor. Mas a próxima defesa de Ixidor era a mais devastadora. Ixidor tornou as manifestações dos pesadelos dos invasores de seu reino em formas físicas para defender-lo.

Phage estava caminhando quando foi afetada por essa onda de pesadelos de Ixidor, seu enorme exército parou quando milhares de enormes vormes mortos, um para cada pessoa Phage tinha matado, foram trazidos à existência e começaram a devorar tudo e todos, causando uma destruição generalizada. Os exércitos de Phage e Kamahl foram obliterados, e os sobreviventes voltaram correndo para salvarem suas vidas.

Kamahl correu para ficar ao lado de sua irmã. Todo o mal que Phage havia feito se manifestou atravéz dos vormes mortos. Phage por um instante se tornara novamente Jeska, e morrendo por causa de sua ferida aberta. Quando de repente surge um Vorme abaixo dos dois, pronto a devora-los, mas o mesmo desaparece assim que toca em Jeska. Ela revela que se pudesse absorver todos de volta a ela salvando assim Otária, mas a condenaria novamente a se tornar Phage. Com a ajuda dos “discípulos” de Ixidor, pontos sensíveis à luz, ela retorna todos os pesadelos de volta a ela, e se torna mais uma vez Phage.

Phage então retorna para os pântanos da Cabala e Kamahl também retorna para a Floresta de Krosa, com seus exércitos unidos e desalinhados marchando atravéz do deserto. Ixidor tinha desaparecido, ele havia sido engolido por um vorme da morte o qual representava a morte de Nívea. Akroma então jurou vingança novamente e começou a santificar uma religião de seu criador nomeada de A visão de Ixidor, e também a construir um império destinado unicamente em destruir a Cabala, mais especificadamente destruir Phage.

Phage sabia que akroma reuniria exércitos e sacerdotes para a próxima batalha. Nenhuma das duas irá parar até a outra estar morta. Phage estava agora muito mais respeitada dentro da Cabala. O Patriarca a amava e tratava a de igual para igual ele não há via mais como uma simples assecla, ele sabia também que a Cabala deveria se preparar para um ataque eminente de Akroma, mas parecia estar despreocupado quanto a isso. Phage decidiu recuperar o exército da Cabala, que havia se reunido com os remanescentes do exército de Krosa, quais estavam alojados em uma cidade abandonada no deserto batizada de Santuário, e que não tinham nenhuma intenção de retornar aos seus mestres. Quando Phage chegou a cidade ela iludiu os soldados alegando que não tinha mais nenhuma ligação com a Cabala, mas em seus pensamentos ela estava planejando transformar Santuário em uma Colônia da Cabala atravéz de jogos. Ao longo de alguns meses ela transformou lentamente esta colônia pacífica em um paraíso de jogos e apostas, um primeiro passo para transformar estas apostas em jogos mortais, o que definitivamente transformaria Santuário em uma colônia da Cabala.

Akroma tinha planos para conquistar Santuário, um ponto estratégico para a guerra que estava a caminho. Ela estava com Braids em sua legião após ter feito uma lavagem cerebral na mesma atrazéz de um de seus discípulos, e conseguiu aprender tudo o que Braids sabia sobre Phage e o Patriarca. Akroma então voou para santuário e exigiu que a cidade se rendesse já que eram uma colônia situada nas terras de Ixidor. Phage rebateu dizendo que a Cabala era aliada a Santuário (não querendo revelar seus planos aos cidadãos reunidos).
Akroma então usou o discípulo que havia devastado a mente de Braids, e penetrou na mente de Phage mostrando os pensamentos e memórias de Braids. Braids sabia que o Deus da Cabala Kuberr havia poupado phage para que ela e o Patriarca pudessem ter um filho. Um filho que seria a encarnação de Kuberr, o Patriarca sabia disso, mas desconhecia que seu filho seria a encarnação de Kuberr. Uma vaga memória de algo que o Patriarca havia dito a Braids deixou Phage atordoada, ele pretendia mata-la depois que conseguisse o que queria, por medo de que Kuberr exigisse o próprio sacrifício do Patriarca, como o Deus negro já havia solicitado o sacrifício de sua família séculos atráz.

Então Akroma voou para fora da cidade com a promessa de que o exército de Ixidor varreria Santuário do mapa. Phage retornou imediatamente para a Cabala, disposta a conceber o corpo mortal que seu Deus queria. Mas não estava disposta a morrer pelas mãos do Patriarca, pois esse não era seu destino.

Quando Phage voltou foi recebida com decorações e flores, símbolos do amor do Patriarca para com ela. Ele pensava que a estava seduzindo, mas ela sabia que ele a estava puxando para a morte, ela foi conduzida para uma sala aparentemente vazia, a qual estava somente um homem nu, deitado no chão em total submissão, era o Patriarca. Tanto o homem e a mulher esqueceram de seus problemas e abraçaram-se caindo no chão.

Após essa união apaixonada, Phage descansou no chão ao lado de seu amante pensando apenas no seu novo papel, a mãe de um Deus. Mas ela ainda estava em perigo, e percebeu por que a viúva negra mata seu parceiro após o acasalamento, e ela sabia exatamente o que tinha que fazer para a segurança de seu bebê.

Alguns meses mais tarde o Patriarca sabia que já era a hora de executar seu plano. Ele reuniu seus servos mais próximos pedindo para que trouxessem sua famosa adaga. E com ela em mãos, caminharam para o quarto de Phage para assassina-la, e assim eliminar sua ultima fraqueza, o amor. Phage estava na banheira, ele então caminhou em direção a ela, mas sua mente estava turva. Phage então revela que está grávida, mas não diz que a criança estava destinada a ser a encarnação de Kuberr. Ele estava desesperadamente perdido, gaguejando e sem foco, e acabou entregando-a sua adaga como um “presente”. Phage não o matou em seguida, mesmo porque ele estava cercado de seus servos. Ao invéz disso ela quis testar seu novo brinquedo nas liças. O Patriarca aceitou, pois como não tinha forças para mata-la, poderia arrumar alguma forma dela morrer tragicamente na liça.

O plano do Patriarca havia falhado, Phage emergiu da luta vitoriosa. Seus oponentes, horrores demêntuosos e ogros enormes, foram todos mortos. E agora Phage sabia que não poderia ser morta, Kuberr não permitiria isso até seu nascimento. Então o Patriarca mandou Phage para a única coisa que poderia garantir sua morte, ele a mandou ir para uma missão de assassinato onde a vítima era ninguém menos que Akroma. Com ela ele mandou três agentes para que garantissem a morte das duas, mas no caminho encontraram Braids, que não se lembrava de nada e com sua mente distorcida devido à lavagem cerebral qual havia sofrido. Mandando os asseclas a levarem de volta para a Cabala continuando sua missão sozinha.

Quando ela chegou no castelo de Akroma, parecia que não a acharia ali, quando ela surge de dentro de uma caixa. Akroma estava a Procura de Ixidor, Phage então aproveita a chance e ataca sua inimiga ferindo-a, enfurecida, Akroma pula e tenta empurrar Phage para fora.
Quando Testa-de-Pedra, o Centauro, ex-general de Kamahl, entra na sala ele vê as duas inimigas lutando e ergue seu machado e vai a direção das duas, Ele atravessou cortando Phage no meio, mas ela se recuperou quando foi atingida por seu machado de pedra sólida. Testa de Pedra ficou surpreso e perplexo por ela ter sobrevivido ao golpe.

Você não pode me matar, Testa de Pedra, pois trago um deus dentro de mim”

Viva, mas ferida gravemente, Phage conseguiu escapar de volta para o deserto. Em seu 9º mês de gravidez ela quase não conseguiu atravessar o deserto para chegar em Santuário. Era uma agonia, ela tinha sobrevivido por roubar um punhal e usa-lo para espetar ratos em seus ninhos subterrâneos, durante seu lento caminho para o Santuário.

Quando ela finalmente chegou, estava pasma, quase morta. Zagorka, velha amiga de Phage e “Governadora mãe” do Santuário, comovida com sua condição estava disposta a ajudar a cura-la e ter o bebê. Phage dormia e regenerava suas feridas, enquanto a cidade lentamente ganhava vida. Dominaria estava a receber 3 poderes antigos, chamados de Numenas*.

  • Os Numenas eram um grupo de cinco magos que conseguiram derrubar praticamente sozinhos o reinado do Primaveral. Cada cor tinha um repesentante numen, porém os numens branco e verde foram assassinados pelos outros 3 magos, que se recusavam partilhar seus poderem em cinco partes. O numen azul foi Lowallyn, das artes ocultas e das águas, que reencarnou como o ilusionista Ixidor, o numen de vermelho foi Averru, das guerras e das montanhas, que reencarnou como uma cidade antiga que leva seu nome, posteriormente destruída por Karona. O numen de preto foi Kuberr, dos pântanos e da ganância, que era venerado como um deus na Cabala.

Phage agora em seu 10º mês de gravidez acordou com a cidade estremecendo como um terremoto. Os servos de Averru, chamados glifos. A escoltaram para fora da cidade dizendo que ela deveria deixar seu filho na sua própria terra nas mãos do 3º Numena, feito isso, ela deveria se preparar para a guerra.

A caminhada até o coliseu era insuportável. Apesar de nenhum inchaço aparente, o bebê foi ficando extremamente pesado. Phage passou mal e quase desmaiava por diversas vezes durante o caminho, mas sabia que deveria chegar até a Cabala para ter seu filho, seu Deus.

Depois de outra marcha tortuosa, ela finalmente havia chegado aos pântanos da Cabala. Mas estava muito preocupada. Como poderia enfrentar o Patriarca no estado debilitado em que ela se encontrava? Certamente o Patriarca iria aproveitar desta situação para mata-la. Porém quando ela chega a Cabala ela desmaia e é levada imediatamente para a enfermaria. Ela acordou no meio do caminho e viu que o Patriarca também estava acompanhando a escolta dela. Ele expressava uma falsa preocupação sobre ela, um show para as pessoas ao seu redor. Ele apenas não queria que as pessoas o rotulassem de assassino de sua própria família.

O plano do Patriarca era bastante simples, ele iria dar a Phage um copo de vinho envenenado pouco antes da operação. Quando o cirurgião começou a fazer a incisão em sua barriga ela ainda respirava, então o Patriarca pensou em um plano B, uma vez em que Phage já estava no 11º mês de gravidez, o bebê deveria ser bestial e disforme. E assim que o cirurgião retirasse o bebê ele iria rotula-lo de abominação e assassinar o bebê, alegando que Phage o havia traído e dormido com monstros. Mas assim que o cirurgião retirou o bebê, o Patriarca viu que era um menino saudável e sem nenhuma deformidade ficando totalmente pálido.

Ele ficou extremamente furioso quando Phage revelou o nome da criança, Kuberr. Ele ficou chocado ao saber que seu tão amado Deus havia conspirado contra ele. Naquele momento ele poderia ter matado a mãe e o filho, se não fosse o aglomerado de pessoas que se reuniram em volta, para ver o filho do casal mais poderoso de Otária.

Poucos dias depois, Phage estava descansando em seu quarto, o bebê agraciado finalmente tinha nascido e sido entregue como os Glifos pediram. Mas seus problemas não haviam terminado, o Patriarca entrou em seu quarto sem aviso prévio e enfurecido avançando sobre ela com uma espada na mão. Ela conseguiu escapar do quarto, mas havia sofrido um pequeno corte em seu ombro. Phage correu pelos corredores sinuosos até ficar perdida e encurralada quando o Patriarca deferiu outro golpe atingindo-a de lado, conseguindo escapar novamente Phage então tenta se esconder embaixo de uma escadaria, porém o Patriarca a alcança e quando ergue a espada para matar sua amante, Braids que de volta a sua consciência consegue segurar sua espada e invoca um Ogro que parte o Patriarca ao meio. O governante secular de uma das nações mais poderosas do Otaria estava morto. Phage e Braids ficaram contentes que tudo havia acabado.

Apesar da vitória pessoal Phage ainda deveria enfrentar Akroma, que estava marchando com seu exército em direção a Santuário, agora chamado de Cidade de Averru. E recebendo intuições psíquicas de seu filho recém nascido, que ainda tinha a forma de um bebê, mas com o intelecto avançado do Numen morto a eras atráz. Para cada morte que iria acontecer na próxima batalha, Kuberr envelheceria 1 dia de vida, acelerando assim seu caminho para a maturidade e, finalmente, Governante de Otária. Phage então deixa a Cabala e marcha com seu exército de esqueletos, Mortos-vivos, fantasmas, vampiros, zumbis e outras criaturas sujas com o mana preto. Seu destino era a Cidade de Averru, onde iria destruir seu Nêmesis de uma vez por todas.

Quando Phage chegou, os misteriosos Glifos lhe deram as boas vindas, e transformaram com sua mágica alguns zumbis anciãos na Guarda de Elite de Kuberr. O exército dos pântanos correram para as imediações da cidade, com um grito de guerra "Por Kuberr!"

Os dois exércitos se chocaram em uma grande onda de ira, enquanto suas líderes se enfrentavam no alto de uma grande cúpula, Akroma tinha vantagem por sua grande força, mas Phage era mais rápida e ágil, conseguindo se esquivar de golpes e induzido manchas corrompendo o corpo do anjo.

“Primeiro a cauda, então as asas, então os olhos, e por fim a visão."

A luta de Phage e Akroma estava equilibrada, nenhuma poderia matar a outra por um golpe direto, como as feridas eram superficiais elas eram regeneradas automaticamente atravéz da magia.

"Não existe o bem ou o mal. Existe apenas a sobrevivência. No fim das contas, você é uma assassina, tanto quanto eu."

Phage estava tão decidida em matar Akroma que não viu Kamahl entrar na cúpula, tão concentrada em matar sua inimiga que não viu seu irmão empunhar o lendário Ceifador de Almas. Kamahl apenas disse “me perdoe irmã” e atravessou seu machado por Phage acertando juntamente Akroma. O mal de Phage finalmente tinha chegado ao fim, mas o espírito de Jeska ainda estava vivo para se tornar parte de uma magia dela mesma.



http://wiki.mtgsalvation.com/article/Numena

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pauper to the people!

Filosofando o Magic - Pauper to the people!

 


Por Hélio Augusto






Introdução (ou nariz de cera)

Eu ia escrever um artigo resumindo as regras do formato pauper, mas não vou fazer isso. Isso é coisa que se acha na internet e, no final das contas, muitos acabam usando regras da casa por não ser um formato oficial fora do Magic Online.

Não vou falar de regras, vou falar de coisas que existem apenas nas almas e nos corações dos apaixonados por este formato; muito além da frieza de simples regras, produtos de mãos humanas. (Não sei se tem outro, mas na falta, o “apaixonados” sou eu).

Pauper por que?

Não dá para sair dizendo por aí que “Pauper é um formato barato”: Chain Lightning e Sinkhole não concordam com essa afirmação. Comparado com Legacy e Vintage, sim, ele é mais barato - mas daí não vale – tudo é “mais barato” se comparado com outra coisa “mais cara” - então, sim, é um formato mais barato, mas ainda sim pode requerer algum investimento, seja em cartas, seja em materiais (comprei mais sleeves para deixar os decks montados).

Confesso que não tenho muita experiência com alguns formatos populares hoje em dia como Elder Dra... Commander e Cube Draft (que aparentemente são bem legais), mas pelo que eu já joguei, vi e ouvi, pauper é o formato que mais me lembra o magic “de antigamente” - o dos tempos do T2 miragem + quinta edição + tempestade, do surgimento dos “jogos em 3D” (hoje tem jogos mais em 3D do que os que eu estou falando), da goiabada cascão de caixa, da época em que internet (e não o magic :) ) era coisa de rico. Eram tempos felizes... (dos quais ninguém quer saber).

É também um formato interessante porque não existem muitas cartas capaz de decidir o jogo sozinhas (p.e. Jace, o Escultor de Mentes). Claro, existem combos, storm, mortes no terceiro turno, etc., mas isso não é a essência da diferença entre pauper e os demais formatos. Assim, se você tem rancor por cartas míticas e pela especulação no mercado secundário (e também do desperdício de recursos naturais, desastres causados indiretamente pelo homem e das segundas-feiras em geral), dê ao pauper uma chance.


Cartas comuns


As cartas comuns já tiveram um approach mais filosófico (segundo um artigo do Richard Garfield, em Arabian Nights, as cartas comuns eram os elementos que apareciam com mais frequência nas lendas das mil e uma utilid... noites – eram mais comuns – como Deserto e Salteadores do Deserto). Hoje elas são desenvolvidas, também, para tornar mais viáveis os formatos limitados, como o draft e o selado, representando o que vai aparecer mais no jogo específico.

Fato é: cartas comuns são diferentes de raras e incomuns na sua essência, no seu design ou mesmo no seu significado. Veja por exemplo as permanentes lendárias recentes e planeswalkers, que não são impressos como cartas comuns (existem “lendas” comuns em Legends).

Isso torna o pauper diferente: essas cartas mais comuns, mais simples, mais simplórias, mais “pauper” é que dão uma abordagem diferenciada para o jogo, o que torna o pauper legacy algo muito diferente do legacy comum, por exemplo.

Possibilidades

Embora no pauper também existam alguns decks melhores do que outros (muitos por falta de banimentos, dizem as más línguas) circulando na internet, o número de decks viáveis é assombroso. Nos formatos que aceitam cartas de qualquer raridade, é comum os decks serem construídos ao redor das cartas raras ou incomuns – e existem menos cartas raras do que cartas comuns (por isso elas são... raras) e costumam ter efeitos mais complexos, maiores ou simplesmente diferenciados. Nesses formatos, cartas comuns e incomuns acabam ficando com aparência de coadjuvantes das raras e míticas (acaba sendo mera aparência, pois há um número significativo de decks nos quais essa aparência não existe como o Burn no legacy que usas cartas raras como acessórios e os decks de Shrine – que se dizem vermelhos - no standard, que usam cartas incomuns).

Em palavras mais simples: existe um número considerável de decks tier 1, muitos decks tier 2, decks rogue que conseguem bons resultados e não tem decks que usam 2 Stoneforge Mystic e uma espada de cada.

Além disso, as cartas comuns não contam com aquela ajuda que as cartas incomuns dão nos outros formatos, elas tem que ser boas por elas mesmas e boas em conjunto. Além disso, a esmagadora maioria das criaturas comuns minimamente úteis tem resistência menor ou igual a 4, o que torna a remoção mais simples.

É comum, por exemplo, as pessoas terem vários decks pauper montados em virtude do acesso a um maior número de cartas comuns sem ter que passar fome para isso (eu tenho uns 6 montados, com sleeves...), coisa que é menos comum em legacy e que contribui para o formato ficar menos cansativo.

Resumidamente, o deck tem que ser bom no conjunto e existem diferenças o suficiente para justificar uma partida de pauper ao invés de uma partida de Legacy de vez em quando.

Chaves para o sucesso

No meu tempo (aquele do T2 com MI-5E-TE), eu lembro que existia pauper (ou talvez apenas peasant ou coisa parecida com outro nome), só que naquela época o formato não era tão popular como é hoje – talvez nem fosse um formato propriamente dito.

Acho que boa parte do sucesso atual do formato deve-se ao aumento do número de cartas comuns multicoloridas e híbridas, além de terrenos que facilitam o uso de mais de um cor – os terrenos do bloco de Ravnica que adicionam manas das cores de cada guilda, Terramorphic Expanse e Rupture Spire por exemplo.

Essas e muitas outras coisas tornaram o formato viável e eu aconselho: vale a pena tentar jogar, pelo menos, já que é bem provável que você tenha um deck pauper esperando apenas para ser reunido. Pode parecer um formato simples ou uma perda de tempo, mas lembrem-se: a parte boa de viver é encontrar surpresas onde menos se espera – e no pauper eu encontrei diversão que eu não via há tempos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Karona









Traduzido por: João Fernandes Lelis






"Eles choram ao ouvir minha voz, cabeças tensas em corpos destruidos além da esperança. Olhos que me encaram tanto que suas últimas visões serão minhas. Sua angústia me parte ao meio, mas eles gritam meu nome como se eu troxesse esperança. Observe Otária, observe Dominária, Eu sou Karona. Eu sou a mágica."

Dominária não conta com uma escassez de deidades. Em cada plano existe ao menos uma figura a ser endeusada, que é reverenciada e adorada por seus habitantes. No plano negro das máquinas, Phyrexia, Yawhmoth, o deus do metal guinchante é celebrado como criador e pai da raça phyrexiana. Nas florestas de Llanowar e Skyshroud, em Dominária, a planinauta Freyalise é vista como a guardiã da floresta. Mesmo que contos estranhos girem em torno dessas deidades, nenhum desses contos é tão estranho quanto a vida de Karona.

 
O fim das Gurras de Numena em Otária viu três poderosas mulheres lutarem entre si em um conflito que dividiu todo o continente em dois. A zelote angelical Akroma confrontava a cabalista distorcida, Phage, na antiga cidade de Averru com seus dois exércitos. Milhares foram mortos na batalha que se seguiu e nos últimos momentos da contenda a terceira mulher, Zagorka, saltou de uma das torres circundantes para o domo onde Akroma e Phage lutavam freneticamente. Como tudo indicava uma vitória de Akroma, Kamahl, o bárbaro, destruiu as três mulheres com um poderoso ataque de seu machado, o Soul Reaper (Ceifador de Almas). Quando ele fez isso as almas e energias arcanas das mulheres se fundiram em uma luz cegante que engoliu os corpos das três mulheres. Da luz nasceu uma nova entidade que flutuava no ar. Karona, o Falso Deus, a Mágica Encarnada, havia nascido.

Excepcionalmente forte, a entidade recém-nascida era vista como um guia de esperança por quase todos que restavam no campo de batalha. Eles correram ao encontro de sua forma brilhante. Milhares de soldados feridos foram esmagados pela onda de corpos. Horrorizada com o que viu, Karona fugiu de lá, deixando os soldados devastados. Nem mesmo o poderoso Kamahl consegiu resistir a seus charmes e seu grande corpo se curvou em reverência à nova deusa.

Alarmada e confusa com o grande fluxo de pessoas que de repente começou a adorá-la, Karona tentou fugir voando através de uma grande extensão de deserto. Lá, entre areia e pedregulhos ela encontrou dois homens nus que se chamavam Sash e Waistcoat. Ela não tinha ideia de como eles iriam mudar sua breve vida para sempre. Ao invés de adorá-la, os dois homens tentaram se controlar mas acabaram por fazer papel de bobos. Karona estava tão aturdida que ajudou os dois, levando-os para um oasis e curando as suas feridas. Depois de algum tempo, Karona decidiu que eles poderiam ajudá-la a sua verdadeira identidade, então ela decidiu rumar para a cidade de Eroshia, onde eles podiam fingir ser seus discípulos.

Após vestir e alimentar seus dois discípulos, Karona seguiu para Eroshia, onde ela pretendia descobrir algo sobre seu passado. Pelo caminho eles encontraram um grupo de refugiados que fugiam da guerra em Averru. Ao vislumbrarem Karona eles cairam de joelhos. Relutantemente, Karona permitiu que eles a seguissem à Eroshia. Ao chegar lá eles não foram bem recebidos, pois, aparentemente, o governador de Eroshia, Governador Dereg, reconheceu Sash e Waistcoat como sendo causadores de problemas e se recusou a permitir a entrada deles na cidade. No entanto, ao olhar para Karona, o governador caiu de joelhos, do mesmo modo que seus seguidores, e a recebeu com muito entusiasmo.

Após passar alguns dias na cidade, Karona chamou um conselho com todas as mais importantes figuras de Eroshia, para decidir o que ela era. Houveram muitas sugestões para sua identidade, variando do espírito de uma antiga nau, a Bons Ventos, até o fantasma de Serra. No entanto, seu discípulo Sash chegou a uma brilhante conclusão - Karona era a mágica manifestada. Emocionada com a descoberta, Karona instantaneamente aderiu à ideia e após alguns dias ela deixou Eroshia para ir às montanhas testar seus recém-descobertos poderes.

Ainda que confusa sobre o que podia fazer, Karona virou-se para seus dois discípulos atrás de conselhos. Após muita tentativa e erro, Sash e Waistcoat descobriram que os poderes de Karona eram baseados na fé e os dois acabaram por recriar a Lua Nula Thran, que havia sido demolida 100 anos atrás, na Invasão Phyrexiana, antes de destruí-la novamente.

Algumas horas após a descoberta dos poderes, milhares de adoradores fervorosos e devotos novamente apareceram para adorar a deusa. Frustrada com os adoradores, Karona não queria mais que eles a aportunassem, então ela usou seus vastos poderes para criar um poço sem fundo, onde centenas cairam. Vários outros teriam caído pelo poço, se seus discípulos não a tivessem convencido a parar.

Buscando por outra deidado para ajudá-la a usar seus poderes, Karona conjurou 5 portais, um para cada cor de magia. Cada portal abriria um portão para uma das mais famosas deidades de Dominária. Do portal verde apareceu o avatar da natureza conhecido como Multani. Para seu desapontamento, Multani disse à Karona que ele não era um deus, mas servia Gaea, que era a deusa da terra. Multani também revelou que Karona se opunha à Gaea, uma vez que a mágica era tirada da terra. Desanimada, Karona mandou Multani de volta à seu portal.

"Gaea me rejeita... Então também a rejeitarei."

O próximo ser, trazido pelor portal vermelho, era um anão. Ele se apresentou como Fiers e admitiu à Karona que ele era um planinauta que era adorado como um deus pelos anões de Dominária. Sem se impressionar, Karona o enviou de volta à seu portal. Desesperada, a deusa abriu o portal preto e imediatamente se aterrorizou com a voz de puro mal que irradiou dele. A voz assombrada a convidava a entrar no portal. Incerta, Karona perguntou várias vezes pelo nome do dono da voz, até que finalmente ele se revelou como sendo Yawgmoth, o Inefável, que havia sido banido de Dominária por causar um apocalipse devastador. Vendo que ele não seria de ajuda, Karona rapidamente fechou seu portal, preferindo uma deidade mais convidativa.

Karona sentiu uma estranha afinidade pelo homem de um braço que emergiu do portal azul. O homem revelou-se como sendo Ixidor, criador de Akroma, mas algo fez com que Karona acreditasse que ele não estava revelando tudo que sabia. Quase instantaneamente, ela sentiu que ele estava indo para o Grande Coliseu, ao sul de Aphetto. Apesar disso ela permitiu que ele retornasse ao seu portal e voltasse a cuidar de sua própria vida.

O último portal era o branco, e um homem de pele negra saiu dele. O homem que era conhecido como Teferi também se revelou um planinauta e explicou que ele havia retirado de fase uma grande parte do super continente de Jamurra, para proteger seus habitantes. Como ele não parecia querer ajudá-la, Karona decidiu seguir o caminho mais promissor, que era o de Ixidor.

Com um novo senso de identidade, Karona foi para o Grande Coliseu, ao sul da barulhenta metrópole de Aphetto, para seguir Ixidor. O Grande Coliseu era uma construção gigantesca que podia suportar dezenas de pessoas em seus bancos de pedra. Entretanto, enquanto Karona se aproximava do Coliseu, a platéia correu ao mesmo tempo para ir de encontro à sua forma brilhante, fazendo com que grande parte da estrutura circular desabasse sob seu peso, matando milhares de inocentes espectadores sobre uma pilha de cascalho e corpos. E ainda assim não havia sinal de Ixidor e Karona passou a suspeitar que ele havia transcendido a existência mortal, tornando-se um doa Numena, e que estava conspirando contra ela com seus dois irmãos, Kuberr e Averru.

Karona sabia o que fazer. Para evitar ser morta pelos três Numena ela devia pará-los antes que eles pudessem agir, e onde mais eles poderiam se esconder e conspirar se não na cidade de Averru? Com Sash e Waistcoat junto dela, Karona moveu-se ao leste, em direção à Averru, novamente deixando centenas de seguidores desapontados.

Horas depois, Karona chegou à Averru e sobre os céus da cidade havia um ser que flutuava no ar como ela. O ser, que se chamava Arien, disse a ela que se aproximasse e despertou sentimentos nela que ela nunca havia sentido antes. Atraída à Arien como uma moariposa se sente atraída à uma chama, Karona tentou se aproximar do estranho ser, mas repentinamente se viu sob ataque dos três Numena. Incapaz de escapar, Karona resistiu à incontáveis ataques mágicos, perdendo grande parte de seus poderes mágicos no processo. E então, quando ela estava próxima da morte, ela se viu junto de seus dois discípulos em um estranho lugar que com certeza não era Dominária.

Karona havia chegado às Eternidades Cegas, um espaço infinito entre planos que guardava os caminhos de numerosas pessoas através da história. Desesperada para escapar do estranho lugar, Karona seguiu um caminho aleatório para outro plano. Instantaneamente céus amarelos tomaram o lugar da escuridão das Eternidades Cegas. Perplexa com sua localização, Karona decidiu pedir ajuda aos habitantes locais e disse "Gerrard Capasheno", um estranho nome que ela havia ouvido nas Eternidades Cegas. A reação dos habitantes locais não foi nada boa, eles começaram as calúnias, dizendo que ela estava associada aos rebeldes Cho-Arrim e aos "hereges". Aterrorizada, Karona fugiu, indo à outro plano.

O próximo plano era um lugar cheio de prados flutuantes e o a paisagem estava imóvel em um pôr-so-sol. O próprio ar trazia paz e cura aos membros cansados dos dois discípulos. A única pessoa que ela viu era uma criatura angelical que veio dar-lhe as boas vindas. Depois de explicar a situação, a figura angelical devaneou com o fato de que Karona a lembrava de outro ser chamado Planinauta Urza, que havia, sem intenção, causado grande dano ao multiverso com seus esforços para proteger Dominária contra os phyrexianos. O ser angelical também a lembrou de que ela era magia de Dominária e Dominária era seu verdadeiro lar.

Rejeitada de dois planos, Karona voou pelos planos até chegar à Phyrexia, que ainda estava em estado de total destruição, graças às soul bombs que explodiram lá durante o apocalipse. Olhar para a paisagem destruida fez Karona pensar em Yawgmoth e ela se viu nele, ao perceber que ambos haviam causado grande devastação e que foram ambos rejeitados por Gaea. Entretanto, a voz assombrada de Yawgmoth novamente invadiu seus pensamentos e pediu para que ela continuasse em seu plano. Tendo sido avisada por Sash e Waistcoat que aquelas palavras eram idênticas às que Arien havia usado para atraí-la para a armadilha, Karona decidiu deixar o plano.

Novamente ela sentiu o forte puxão das Eternidades Cegas quando tomou ontro caminho atrás de outro plano. Dessa vez o brilho refletido por um metal esplendoroso encontrou seus olhos e à distância estava um homem. Karona se aproximou do homem e ele humildemente confessou ser o modesto servo de Lorde Macht, o criador do plano. Entretanto, como ele era a única pessoa a vista, Karona facilmente viu através do ardil imposto ao homem e o abraçou, acreditando que ele era na verdade o próprio criador do plano. Sendo liberto de sua consciência, o agradecido Lorde Macht transportou Karona para Dominária.

Enlouquecida pelo seu próprio poder, ou, talvez, por seu contato com Yawgmoth, Karona apareceu sobre os céus de Eroshia e exigiu que os habitantes se curvassem em adoração ou seriam mortos por uma repentina explosão mágica. Com Sash e Waistcoat gritando para os habitantes para se curvarem, poucos resistiram e esses foram instantaneamente aniquilados quando Karona enviou uma onda de mana para a cidade.

Desejando reunir mais seguidores para seu esquema louco, Karona decidiu que Aphetto seria sua próxima parada. Entretanto, como Aphetto era a fortaleza dos cabalistas que já adoravam seu próprio deus, Karona encontrou apenas cerca de quinhentos cidadãos que estavam dispostos a abraçar novos ideais. Liderando os desacreditadores estava um jovem garoto, com não mais do que dez anos, que clamava ser a reincarnação de todos os mortos da cabala. Revoltada com o mal tratamento, Karona tirou seus fiéis da cidade antes de obliterá-la por inteiro com uma grande onda de magia. tendo conseguido um massiço culto de devotos, Karona colocou seus olhos em Averru, onde ela esperava acertar as contas com os Numena e Kamahl.

"Levanta-se novamente, então você poderá continuar a destruir nossos inimigos."

Em algumas horas Karona e seus discípulos chegaram a Averru e então ela mandou os dois para desafiar o bárbaro párdico. Os dois retornaram e disseram a ela que os habitantes não iriam permitir que ela entrasse na cidade e eles estavam preparados para aguentar um cerco. Eles também revelaram os planos de Kamahl de matá-la com a espada do Mirari. Vendo que a grande maioria dos habitantes consistiam de glifos animados, Karona desencadeou uma magia que demoliu tudo. Então, tudo o que restava em Averru era um amontoado de construções abandonadas, Kamahl, o centauro general Stonebrow e os três Numena.

Karona entrou na cidade abandonada e descobriu que o deplorável grupo havia preferido buscar abrigo dentro de uma cidadela a encarar sua ira. Vendo que havia pouco que ela pudesse fazer, a deusa onipotente decidiu sepultá-los cobrindo a cidadela inteira com uma grossa camada de pedras. Uma vez fechados lá dentro os cinco teriam que lutar para conseguir fugir ou então sofrer de fome e asfixia. Em momentos, Kuberr estava morto e sua pequena figura destruída sob toneladas de pedras.

Logo Kamahl, Stonebrow e Lowallyn conseguiram sair da cidadela e o Numena usou sua mágica mística para dar vida à um amontoado de rochas, tornando-o num golem que ameaçou tirar a vida da poderosa deusa. Entretanto Karona não podia ser vencida tão facilmente, pois o que seria a mágica se não um modo de mudar o rumo da guerra? Usando uma magia de controle, Karona ganhou o controle do golem e o incitou contra seu mestre. O golem controlado foi parado, mas não antes de esmagar Lowallyn sob seu enorme peso. Com dois dos três Numena mortos, Averru buscou níveis épicos de energia mágica e foi capaz de manifestá-la dentro da cidadela. Entretanto, Karona pôde facilmente despachá-lo com uma repentina carga de energia diretamente no olho central de Averru.

Apenas Kamahl e Stonebrow sobraram e após a perda de seus três maiores jogadores eles podiam fazer muito pouco além de lutar contra Karona até o fim. Felizmente, Karona não acreditava que Stonebrow era uma ameaça e simplesmente o deixou imóvel com a ajuda de suas magias. Então começou uma batalha épica entre um ser onipotente e um homem com uma grande espada. Nos primeiros momentos da batalha, Karona tirou a espada do Mirari das mãos de Kamahl e foi em direção dele para o golpe de misericórdia.

Mesmo no que deveria ser seus momentos finais, o poderoso Kamahl desafiou Karona, alegando que milhares prefeririam morrer a se curvar diante de um falso deus como ela. Karona levantou seu braço para o golpe final mas repentinamente parou quando a dor inundou seu corpo. Ela logo viu a ponta da espada do Mirari saindo de seu peito. Olhando para trás Karona viu as formas trêmulas de Sash e Waistcoat implorando por seu perdão, enquanto diziam que aqueles eram os planos de Lorde Macht para fazer tudo voltar ao normal. Enquanto morria não se convenceu e com seu último suspiro ela acusou Lorde Macht de conspirar para roubar seus poderes...

Após seu falecimento, Lorde Macht levou seu corpo e a espada do Mirari para o plano de Argentum. Lá, ele removeu a espada de seu peito e poderes antigos novamente intervieram. O corpo mágico de Karona se dissipou e retornou as almas de Akroma, Zagorka e Phage. As essências de Akroma e Zagorka espalharam-se aos quatro ventos, significando o fim da tirania de Karona.






terça-feira, 5 de julho de 2011

Invitational




Por Ricardo "Arquivo Morto"







      O invitational foi um torneio anual não sancionado que começou em 1997 e foi realizado até 2007, mas não tem acontecido desde então.
    Eram convidados os dezesseis melhores jogadores do ano anterior para um duelo em vários formatos. Os formatos normalmente eram formatos especiais, que nunca foram usados em outros torneios oficiais, e às vezes formatos experimentais ou criado especificamente para o torneio.
      O prémio deste torneio não é dinheiro, mas sim a oportunidade de projetar uma nova carta para uma próxima expansão . Quando o carta are impressa, a sua arte tradicionalmente retrata o vencedor também. 
        Agora os campeões e suas cartas criadas:




1996/97
Olle Rade  

Sacrifique um terreno: A criatura alvo que você controla não pode ser alvo de mágicas ou habilidades neste turno









1997/98
Darwin Kastle     
Impeto. Eco (No início de sua manutenção, se este passou a estar sob o seu controle desde o início de sua última manutenção, sacrifique-o, a menos que você pague seu custo de eco.) Quando Ginetes da Avalanche entrar em jogo, destrua o terreno alvo.






 1998/99
Mike Long       
: Ladrão de Rootwater ganha a habilidade de voar até o final do turno. Toda vez que Ladrão de Rootwater causa dano de combate a um jogador, você pode pagar se o fizer, procure no grimório desse jogador por um card qualquer e remova-o de jogo. Se o fizer, aquele jogador embaralha o seu próprio grimório.




1999/2000
Chris Pikula              
Conforme Mago Interferidor entra em jogo, nomeie um card que não seja um terreno. O card nomeado não pode ser baixado.








2000/01
Jon Finkel 
Mago das Sombras Infiltrador só pode ser bloqueado por criaturas pretas e/ou criaturas artefato. Toda vez que Mago das Sombras Infiltrador causa dano de combate a um jogador, você pode comprar um card.







2001/02
Kai Budde          
, Sacrifique um Mago: Anula a mágica alvo. Metamorfose (Você pode baixar este card com a face voltada para baixo como uma criatura 2/2 por três manas. Volte sua face para cima a qualquer momento pagando seu custo de metamorfose.)






2002/03
Jens Thoren              
Quando Simulacro Solene entra em jogo, você pode procurar em seu grimório por um card de terreno básico e colocar aquele card em jogo virado. Se o fizer, embaralhe seu grimório. Quando Simulacro Solene é colocado em um cemitério vindo de jogo, você pode comprar um card.




2003/04
Bob Maher      

 No Início de sua fase de manutenção, revele o card do topo de seu grimório e coloque-o em sua mão. Você perde uma quantidade de pontos de vida igual ao custo de mana convertido dele.







2005
Terry Soh         
Iniciativa. : Revele sua mão e descarte um card a escolha do oponente alvo. Então aquele jogador revela sua própria mão e descarta um card a sua escolha. Utilize esta habilidade apenas quando você pudesse jogar um feitiço.






2006

Antoine Ruel     
Quando Patrulheiro de Eos entra em jogo, você pode procurar em seu grimório por até dois cards de criatura com custo de mana convertido menor ou igual a 1, revelá-los e colocá-los na sua mão. Se fizer isso, embaralhe seu grimório.






2007
Tiago Chan               

Lampejo.
Quando Mago da Conjuração-Relâmpago entra no campo de batalha, o card de Mágica Instantânea ou Feitiço alvo no seu cemitério ganha recapitular até o final do turno. O custo de recapitular é igual ao seu custo de mana.




Agora gostaria de saber, caso você ganhasse o invitational, qual carta projetaria?
E qual das cartas feitas pelos campeões você considero a melhor?